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Renegociação do seu crédito a habitação passa a ser sem custos

October 1st, 2008 Posted in Crédito Habitação, Renegociações

A partir de 25 de Setembro de 2008 qualquer consumidor pode pedir a renegociação do seu crédito habitação sem ter qualquer custo associado. Isto significa uma poupança real e directa até 150 euros (valor praticado por alguns bancos). Esta medida vem trazer um pouco de mais justiça ao sector. As instituições bancárias cobram muito pelos serviços prestados. Desde uma simples transferência interbancária via home banking ter um custo de 1euro até ao acto da compra dos selos brancos ter um custo de 15 euros (não é o valor dos selos, é o serviço de os adquirir) os bancos cobram taxas a seu belo prazer.

O consumidor, em principal a faixa média/baixa dos consumidores é que acabam por pagar esta pesada factura. Cada vez mais faz sentido a frase que é dita em jeito de anedota: “Para se ter um crédito no banco primeiro é necessário provar de que não precisamos dele”. Assim vamos no nosso Portugal.

A posição abusiva das entidades bancárias são notórias. Detêm uma posição de destaque na sociedade portuguesa sendo que mais de 60 porcento da população depende directamente destas instituições. Aproveitando esta posição, a banca age muitas vezes como um “bully”, protegendo alguns e condenando outros. O governo tem vindo a implementar algumas medidas importantes no sentido de limitar a acção das instituições bancárias. No entanto, e apesar das “queixas” públicas destas instituições, os lucros continuam a manter-se e até mesmo aumentar.Além desta medida, os bancos ficam ainda proibidos de obrigar os consumidores a adquirir outros produtos ou serviços em troca de uma revisão mais favorável. No entanto, esta nova lei não obriga os bancos a renegociarem os créditos. Assim, a banca pode recusar-se a rever os empréstimos, prejudicando deliberadamente os consumidores. A alternativa seria mudar o crédito de banco renegociando a dívida na passagem mas a lei nada diz no que diz respeito a taxas de transferência. Assim, podem cobrar estas taxas, impedindo muitos consumidores de o fazerem.

Esta medida entra em vigor no dia em que as taxas de juro indexante acusam nova subida. Este facto é um claro indicador de que os bancos estão cada vez mais relutantes a emprestar dinheiro entre si fazendo os níveis de pessimismo entre os consumidores subir para níveis históricos. A verdade é que a liquidez disponível para investimento é cada vez mais reduzida entre os investidores de uma forma geral. E os investimentos que são feitos são efectuados em produtos conservadores e com rendimento reduzido, mas seguro.

As instituições já fizeram saber que as últimas medidas de proibição da cobrança de taxas vêm vindo a pesar negativamente nas suas receitas. Mas apesar de divulgarem estes dados, nenhuma instituição disse exactamente a percentagem afectada deste impacto. O mercado fica assim um pouco mais justo para os consumidores.

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